quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Mais uma vez, cinema

Saudações queridos narnianos. Hoje eu vim apenas relatar alguns fatos. Peço desculpas por não postar quase nada, mas é que eu escrevo pelo celular, e como ele do nada resolveu bugar, deixei ele de castigo por um mês. Agora ele voltou a funcionar, então eu to aproveitando este súbito de bondade repentina. Bom, vamos aos fatos.

As coisas tem ficado um pouco estranhas por aqui. Mas não de um jeito ruim, porém também não dá pra dizer que é de um jeito bom. Eu diria apenas estranhas.

O péssimo humor do meu pai acabou por se acalmar depois de umas semanas, e neste tempo, continuei conversando com meu doce narniano pelo Facebook. No início eu até tinha receio, pois só conseguia acessar pelo computador que fica na sala, e meu pai passa a maior parte do tempo na sala, maa depois me acostumei. E eu também descobri que se eu segurar ctrl e girar o botão de rolagem do mouse, a tela diminui muahahahah.

Eu estava achando muito divertido o fato de ele querer conversar comigo, uma vez que todos os garotos que já entraram na minha vida sempre preferiram meninas mais bonitas e/ou mais novas, excluindo qualquer chance que uma pobre nerd teria.

Aí então, semana passada, ele me mandou uma mensagem no Facebook.
Narniano: Eu queria ir no cinema...

Obviamente, eu sabia o que ele queria, e eu ri demais ao ler.

Eu: Assistir o q?
Narniano: O último caçador de bruxas. Com Vin Diesel, e Elijah Wood. Vem comigo?

Senti meu coração doer. Apesar do meu pai ter se acalmado, ainda havia a possibilidade de ele não permitir que eu fosse. E então me vi obrigada a caçar uma desculpa.

Eu: Eu bem queria, mas depois do vestibular, eu meio que fiquei pobre, sabe... kkkkk

Eu respirei fundo, esperando que ele desistisse.

Narniano: Não tem problema, eu pago! Vamos? :3

Eu dei um grito tão alto que fez meu gato cair do sofá. ELE IA PAGAR PRA MIM! ELE QUER PAGAR PRA MIM!
Eu sei que pra você, caro leitor, pode parecer algo simples, nada demais, mas... eu... estou muito empolgada.

Então eu fui até meu guarda roupa, guardei minha dignidade na caixinha, e fui pedir para o meu pai.

domingo, 18 de outubro de 2015

O narniano manda mensagem

Saudações meus nobres narnianos.

Hoje a postagem pode acabar sendo um tanto curta, pois eu só vim desabafar.

Meu narniano me mandou uma mensagem. "Você vai estar muito ocupada essa semana? Meu tio abriu uma lanchonete temática. Tem blues, milkshake, móveis retro, você vai adorar! Vamos comigo?"

Eu comecei a chorar. Tipo, muito mesmo. Meu pai me proibiu de ver ele desde o cinema, e agora meu narniano estava me convidando para ir numa lanchonete. Como é que eu diria isso pra ele? Oi tudo bem? Então, eu não posso ir porque meu pai é louco, psicótico, e me proibiu de te ver, deixa pra outro dia, okay? Bjs ;) Nem rola.

Eu respirei fundo, e acabei escrevendo.
Oi, olha, parece muito legal mesmo, mas esse fim de semana tem o enem, lembra? Eu tenho que dar pelo menos mais uma olhada na matéria.

Ele visualizou a mensagem, e meu coração parou. Aquilo doía muito. É estranho, não sabia que era assim gostar de alguém. Peraí, gostar? Quem falou em gostar?!

Aí ele respondeu:
Eu tinha esquecido, desculpa! Mas olha, não fica pilhada não, você é incrível, vai conseguir uma excelente pontuação. Vou torcer por você. Segura na pata de Aslam! ;)

Eu fechei meus olhos. Segura na pata de Aslam... ai, eu quase não acreditei que ele escreveu isso. Ele era mesmo um doce, tão fofo... Eu estou muito mal porque meu pai não me deixa mais ver ele.
Olha, honestamente, se meu narniano tiver coragem para pedir ao meu pai pra namorar comigo, eu acharia ele um super herói, porque ninguém teria coragem para isso. Nem eu mesma tenho coragem de enfrentar meu pai. Mas acho que isto já é pedir demais do meu narniano... Vamos ver como as coisas vão rolar...

Obrigada por me ouvir, e lembranças de uma Blogueira Narniana.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O esperado primeiro encontro

Saudações, nobres narnianos. Como dito no capítulo anterior, hoje eu tive um primeiro encontro com um garoto. E foi basicamente o dia em que eu quis que Aslam destruísse o universo.

Vamos começar do começo, obviamente. Quem lembra que meu pai disse que haveria condições para que eu fosse ao cinema levante a mão direita. Hm... agora comentem que levantaram a mão direita, porque daqui eu não posso ver...

Quem lembra? Eu não lembrava. Mas não se preocupem, meu pai fez questão de me lembrar às sete da manhã. E hoje era feriado. Todo narniano sabe que deveria ser crime punível de morte acordar alguém aos berros às sete da manhã de um feriado. Na verdade, nem precisa ser narniano para saber disso. Aslam devia punir as pessoas que fazem isso com um dia de experiência de Rabadash, o Ridículo. Burros não enchem o saco de manhã cedo.

Mas, é claro, esta narniana queria ir ao cinema. E a primeira tarefa do dia foi limpar toda a cozinha de alto a baixo. Eu falo sério, eu tive que tirar teias de aranha de trás dos armários embutidos no teto. Eu nem sabia que era possível uma aranha fazer teias ali. E como nada passava naquele vãozinho, teve que ser com escova de dentes. Mas esta narniana queria ir ao cinema.

A próxima tarefa agradável como um coice de mula foi limpar o guarda roupas da minha mãe. Acho que ali tinham roupas de quando Digory Kirke mudou-se para Londres! Cara, é sério, em um par de botas embolorado lá do fundo do armário, tinha uma etiqueta dentro que dizia "propriedade de Judas". Mas, eu limpei tudo sem reclamar, pois esta narniana queria ir ao cinema.

E assim, o dia passou, e eu lavei o carro, podei algumas árvores, limpei alguns quartos, separei documentos, encontrei um ratinho de pelúcia que eu achei que tinha perdido aos 9 anos...

Mas teve uma hora que a paciência desta narniana aqui estava se esgotando. Aquilo já era muita sacanagem. Eu já tinha limpado a casa toda, e meu pai não me deixava em paz para me arrumar, e me mandava mais e mais tarefas idiotas. Até tirar a lama dos pneus da bicicleta dele eu tive que tirar. Eu estava tão triste e tão frustrada que teve uma hora que eu simplesmente larguei tudo o que estava fazendo e fui tomar banho, para não ter que chorar de raiva na frente dele.

Eu me arrumei, me vesti, me aprontei. Meu pai me levou de carro até o cinema, mas eu acho que teria sido melhor ir de ônibus. Ia levar mais tempo, mas pelo menos não teria que escutar ele no meu ouvido falando mal do meu pobre narniano.

Eu já estava muito triste, e quando cheguei no cinema, adivinha? O narniano não estava lá. Eu quase tive um infarto. Nossa, meu pai aproveitou a situação para encher meus ouvidos com mais besteiras. O horário do filme foi chegando... chegando... e nada dele aparecer. Eu já estava de saco cheio, me segurando para não mandar meu pai ir abraçar Tash, e então eu decidi tomar uma atitude: peguei meu ingresso e entrei no cinema.

Eu estava me sentindo tão mal! Chorei durante o primeiro trailer, acho que foi do... sei lá, nem lembro. Mas eu chorei só um pouquinho, sou muito casca grossa, e só chorei porque estava escuro e todo mundo tava com seus óculos 3D, ninguém ia sequer reparar que eu estava ali, que dirá que estava chorando porque meu pai estava sendo um idiota.

No último trailer, adivinha quem chegou? Isso mesmo, meu querido narniano. Eu fiquei tão aliviada quando vi ele! Ele chegou todo triste, dizendo que ele ficou preso no engarrafamento, e que estava se sentindo muito mal por me deixar sozinha ali. Eu estava tão nervosa, que comecei a rir. Exatamente, rir. Como uma retardada. "Você está rindo de mim?" Ele perguntou. Eu olhei para ele "estou rindo porque você pisou no meu pé!" Aí ele sentou do meu lado, e começou a rir também. Foi bom ouvir a risada dele, me acalmou. Muito, até.

Acho que não mencionei, mas a gente assistiu Peter Pan. Entramos em um concenso, na verdade. Hotel Transylvania ele já tinha assistido, e nem eu nem ele assistimos Mazer Runner, então nem rolava assistir o 2, aí, só sobrou o Pan. E foi um filme fantástico, roteiro bem escrito, adorei os efeitos especiais. E Hugh Jackman cantando rock, aquilo foi épico.

Mas voltando ao encontro, meu narniano foi um fofo. A primeira coisa que ele tentou foi colocar o braço por sobre meus ombros, mas como a poltrona é alta, ele acabou desistindo e nós dois caímos na risada. Depois, a segunda tentativa foi segurar minha mão, mas mais uma vez, a poltrona não permitiu. Na verdade, eu só escutei um baque surdo, e depois ele reclamando que bateu a mão no braço na poltrona. E nós rimos disso também. Como eu vi que ele não estava conseguindo nada do que tentava, tentei dar uma ajudinha pra ele. Eu ainda não consigo acreditar que fiz isso, por favor não me julguem nem me matem. Eu-encostei-minha-cabeça-no-ombro-dele. Pronto, falei. Ele, naturalmente, olhou para mim, surpreso. Não sei se era porque eu estava tomando a iniciativa, ou se foi porque ele realmente não esperava, mas ele estava surpreso. Então, eu vi ele sorrir, e senti ele encostar a sua cabeça na minha. Aquilo foi um sonho! Achei que estava sonhando quando ele fez isso! Passamos a maior parte do filme assim.

Foi maravilhoso. Simplesmente. Ele me deixou na frente de casa, e disse que adorou ter ido assistir o filme comigo. Estava tudo muito perfeito, aíííí meu celular tocou. Por que você não esperou eu ir te buscar no cinema?! Eu não podia acreditar que o meu pai estava brigando comigo. Denovo. O narniano ainda estava ali, e ficou me olhando, assustado, porque meu celular é alto e ele meio que ouviu a maior parte das besteiras que meu pai disse. Eu só desliguei o telefone, dei boa noite pro narniano e entrei em casa. Eu nunca, nunca, nun-ca fiquei tão magoada com meu pai em toda a minha vida. E ele ainda chegou em casa, brigou um monte comigo, e me proibiu de ver meu narniano novamente. Eu estou muito magoada com ele, muito mesmo.

Depois, quando eu fui dormir, olhei no meu celular. Ele tinha me mandado uma mensagem.
Não importa o que o seu pai te disse. Eu adorei sair com você.
E daí essa narniana aqui pirou completamente. COM-PLE-TA-MEN-TE.

Enfim, lembranças de uma Blogueira Narniana

O conto do primeiro encontro

Saudações, nobres narnianos. Esta noite eu vim compartilhar um momento estranho.
Sabe, para qualquer adolescente comum, é normal sentir medo no primeiro encontro. Para uma narniana é completamente diferente, pois nós, narnianas, inevitavelmente sonhamos em pegar um cineminha com Ben Barnes, comer um x-salada com Skandar Keynes, tomar sorvete com William Moseley ou simplesmente dar um rolé com Rei Tirian ou o próprio Príncipe Rilian. Eu, como Blogueira Narniana, não sou diferente.
Acontece que eu conheci um jovem cavalheiro que acabou encantando esta pobre narniana. Sabe, doce, gentil, cavalheiro, e algo que prezo muito (obviamente) narniano. Também é fã de Star Wars, Hunger Games, Harry Potter, e mais algumas sagas que se eu fosse listar, não me lembraria de todas.
Começamos a conversar pelo whats. Acredita que ele era amigo da minha irmã? Nem eu acreditei. Papo vai, conversa vem... "Você não gostaria de ir ao cinema comigo?" BOOOOM Esta narniana aqui morreu. Como? Por Aslam, ele estava me convidando? Eu não sabia o que fazer. Estava em choque, verdadeiro pânico. Cinema? Um garoto me chamou para ir ao cinema? O que eu deveria dizer? E se eu dissesse sim? Que roupa usaria? Que filme veria? Que lugar sentaria? Como deveria me comportar perto dele? E se ele segurasse minha mão? Tudo isto apenas cogitando a ideia de dizer sim.
Acabei chegando à conclusão que eu só tinha duas opções: fingir um infarto, ou ter um de verdade.
E só depois que me ocorreu que eu deveria enfrentar a prova de fogo: pedir ao meu pai. Aí mesmo é que eu queria ter um infarto. Como se faz isso? E se ele disser não? Ou pior, e se disser sim? Quais as condições que ele imporia?
Eram tantas perguntas...
Acabei por me decidir. Fui lá no meu guarda roupas, tirei minha caixinha de madeira bem lá do fundo, guardei minha dignidade, coloquei minha cara de pau e fui.
"Pai lindo... assim... preciso conversar com você... olha, se o senhor disser que não, beleza, não vai ter problema... to de boas, sabe... mas assim, eu tenho que perguntar..."
"O que foi?" Ele me encarava. Era bem sinistro ver meu pai me encarando. Mas eu segurei na pata de Aslam, respirei fundo e disse num folego só "pai-o-meu-amigo-me-convidou-pra-ir-no-cinema-amanhã-eu-posso-ir?"
E houve silêncio em Nárnia.
Ele ficou me encarando. Tipo, mais ou menos uma eternidade. Duas eternidades. Três eternidades. Dez eternidades.
"Pode."
Eu quase dei um salto de alegria. Ele deixou! Ele deixou!
"Mas..."
Por que sempre tem um mas?
"...vai ter que obedecer tudo o que eu pedir..."
"Beleza, pai, obrigada."
E eu saí saltitando, doida para contar ao meu querido narniano que eu poderia ir ao cinema com ele. Nunca estive tão animada para ir ao cinema em toda a minha vida. Acreditam que será meu primeiro encontro com um garoto? E eu tenho 18 anos! Ai, nem sei se vou conseguir dormir...
Lembranças de uma Blogueira Narniana.

Saudações meus bravos leitores

Olá para todas as nobres donzelas e bravos cavalheiros que assim como eu forem narnianos de coração.
Eu sou apenas uma Blogueira Narniana que decidiu compartilhar sua vida, como um meio de recuperação para não enlouquecer. Eu devo confessar que o fato de compartilhar minha vida narniana com vocês me assusta um pouco, mas espero que me ajude a ficar bem.
Eu também gostaria de deixar claro que apesar do nome ser Diário de uma Narniana, eu posso não postar tão fielmente minhas aventuras cotidianamente chatas e rotineiras, mas acho que isso vocês já sabiam, certo?
Enfim, espero que estejam preparados e dispostos a perder seu tempo com minha pessoa.
Lembranças de uma Blogueira Narniana.